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A vida aos 22


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Hoje, e na sequência do filme que vi (Before Sunrise, 1995) dei comigo a pensar que sou novo demais para ir trabalhar. Chamem-lhe medo, eu chamo-lhe cedo demais. Eu tenho a sensação obtusa que tenho o mundo para conhecer, e sinceramente acho que as responsabilidades terão de esperar. A condicionante monetária entra obviamente em conflito com todo o problema e o famoso “pinga no fim do mês” pode em certos casos ser imprescindivel. Mas pensem comigo, não será também a minha liberdade intelectual posta em causa quando visto um fato e gravata e vou trabalhar. É certo que deverão haver empregos altamente entusiasmantes, mas o facto dessa escolha nos ser induzida desde que chegamos a meio do curso da faculdade (por volta dos 20, 21 anos), não tornará esse passo um passo embebido de emoções negativas? Parece que ouvimos por toda a parte o sussurro “É inevitável”. As próprias celebraçoes académicas de final de curso sao essencialmente infelizes - significa o fim da vida académica. Isso é sempre mau.

Isto das responsabilidades é deveras interessante. Porque será que a maioria das pessoas da minha idade sente a necessidade de ir visitar o mundo exactamente no ano de transição entre faculdade e primeiro emprego. Será pela necessidade de fugir? Não acho que seja, porque quando fui para a universidade também ia enfrentar um mundo diferente e não senti a necessidade de ir conhecer o mundo. Eu penso que é exactamente nesta idade que nos consciencializamos que quando começarmos a trabalhar, as férias não vão ser para as extravaganças, vão ser para descansar. Mas só tomamos consciência que isso é a realidade (e nisso sou bem tuga) no último momento.

Eu queria verdadeiramente que todos vocês me dessem a vossa opinião sobre este assunto, até porque podemos só aqui em leitores deste blog alcançar várias perspectivas. Há quem esteja dentro do mundo do trabalho, fora, à procura, desinteressados e depois temos o Paulo =)

O que queria que pensassem é no seguinte: os 22 anos (mais ou menos) são ou não uma boa idade para entrar no mercado de trabalho. Não será uma melhor idade para conhecer e explorar, já que temos a consciência de tantas coisas que não tínhamos quando éramos mais novos. Reparem bem nos erasmus que vêm para cá. São todos mais velhos, 23, 24. Ou então a situação da Inglaterra onde o recém-licenciado pode optar por um ano sabático (com bolsa) logo no fim do curso (e mesmo no fim do 12º ano). Será que esta precocidade é boa para as empresas. No extremo, será melhor trabalhar logo aos 22 e ter a reforma um ano mais cedo (em vez de 65 ser aos 66). Será que ai teremos incentivos para ir conhecer o mundo? Acho que vale a pena pensar nisto durante uns minutos. Estou muito curioso para saber as vossas opiniões, mesmo que elas vos pareçam obsoletas. Colaborem!


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