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Paulo Portas... II


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Pauloabx, quando eu digo “à revelia de uma nação” é claro que não me estou a referir a Durão Barroso (ou José Manuel, nos dias que correm), estou a referir-me à população em geral, para a qual essa foi uma das medidas mais impopulares tomadas pelo elenco governativo de Durão Barroso. Além disso, quando digo que Portas enviou os “desgraçados da GNR para a boca do lobo”, é óbvio que me refiro a ele apenas por ser o responsável pela pasta da Defesa nacional, tendo sempre em conta que o responsável e decisor último de todo este processo foi Durão Barroso, mas Paulo Portas subscreveu-o! Por outro lado, o que pareceu irónico naquela situação foram as palavras de Rumsfeld face a Portas, que o tratou quase como herói de guerra. Na minha opinião, os únicos heróis de guerra, são aqueles que estão, efectivamente, no terreno, independentemente do lado em que se situam. Por outro lado, neste tipo de processos, os políticos que ajudam a promover a guerra sem conseguirem sequer chegar a soluções de compromisso que a possam, de alguma forma, legitimar, aparentam-se mais com anti-heróis.

Sei o que é uma democracia representativa. Sei que Durão Barroso tinha competências para tomar estas medidas. Mas também sei que a democracia representativa só existe porque é a forma mais eficiente de representar as vontades de um povo, ou de uma maioria da população, sendo que neste caso era evidente que a maioria da população se opunha a esta guerra.

Finalmente, em relação à renovação do nosso material de guerra (a qual também encaro como necessária), considero que existiam outras prioridades, especialmente tendo em conta que começou numa fase em que a economia portuguesa se encontrava em recessão e em que era vital adoptar medidas de contenção orçamental (até para que o Governo pudesse ser o primeiro a dar o exemplo às entidades públicas). Os fundos que ficaram “bloqueados” com estas compras poderiam ter sido utilizados em medidas contra-cíclicas, que se provariam bem mais úteis para todos nós. Além disso, fazer investimentos de fundo num cenário em que ainda existe incerteza quanto à eventual criação de uma força militar europeia e em que moldes poderá esta ocorrer, parece-me precipitado. Por muito eficiente que tenha sido o papel de Portas neste processo de renovação, acredito que serviu mais os seus interesses pessoais - o populismo falou mais alto…


3 Responses to “Paulo Portas... II”

  1. Anonymous Anónimo 
  2. Anonymous Anónimo 

    Very nice site! »

  3. Anonymous Anónimo 
  4. Links para esta posta:

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